segunda-feira, 13 de julho de 2026

13º dia - 13 de julho - Batendo pernas, prá valer.

Hoje, coloquei o relógio para despertar às 6h, para ajudar meu vizinho do 5ª andar, Monsieur Girard, que é cego, nas compras de mercado, mas ele passou-me um e-mail avisando que fora sozinho até o Franprix, porque batera na porta e eu não o atendera e que, de outra vez, me chamaria.

Saí de casa, às 9h30min, sem chapéu e levando uma capa na bolsa, porque tudo indicava que iria chover.  Céu com muitas e grossas nuvens, ventos fortes, que já batiam desde a madrugada, temperatura com queda para 30º...  Fui para o Champs Elysées (M9 + M1), "turistar".  Estava procurando uma loja específica, e vocês sabem, a numeração aqui é sequencial mesmo: 2, 4, 6,...  Comecei no nº 146 e fui até o nº 34, onde a encontrei, mas o Segurança avisou-me que só voltaria a abrir, na quarta-feira, após as 14h.

No trajeto, não pude deixar de entrar: na Galerie des Champs, onde um Mc Donald's espetacular está localizado (usei o banheiro - 0,50 cents, mas não paguei porque um cidadão gentil, ao sair do reser-vado, deixou a porta aberta para mim); tem também um lojão só de Haagen-Dazs.  Dei uma entrada, ainda, nas Galeries La Fayette Champs Elysées, que tem uma sorveteria no hall principal, de tirar do sério, qualquer diabético,

Então, embarquei no M1 e fiz conexão em Hotel de Ville, com o M11 e desci na Estação Rambuteau.  Contornei o Centre Georges Pompidou, que está em reforma e, por isso, todo cercado, e fui até à interessante Fonte Stravinsky (instalada em 1983) e, para minha surpresa e alegria, todas as esculturas (que ficaram durante muitos anos imóveis) estavam funcionando. 

A fome logo deu sinal.  Também, o que já tinha andado.  Parei para almoçar no movimentado Restaurante Chou Chou, no Bd. de Sebastropol.  Pelo menos, descansei por uma hora.  Depois, continuei caminhando e passei em frente à Fontaine des Innocents, também recentemente restaurada e, pelas duas fachadas do Les Halles (Não me atrevi a entrar.  É um Centro Comercial gigantesco, sempre fervilhando de gente.  Tem, inclusive, uma piscina pública.  Este lugar, há 55 anos atrás, quando aqui estive com o Fernando, era suspicious.  Já falei sobre ele, no blog.). Na última esquina antes de chegar ao Centro Comercial, existe um Starbucks colossal, que fica sempre com uma multidão bem instalada, comendo ou fazendo hora.

Seguindo em frente, passei pela lateral da Igreja de St. Eustache (construída entre 1532 e 1632) e segui até a Bourse de Commerce, 40 Rue Berger.  Como estava a poucos passos da Verrerie de Halles, fui até lá para comprar um porta garrafas de praia (está fechada para férias coletivas).  Depois, embarquei no ônibus 74 e saltei no ponto final, Chatelet, embarcando no M1 + M9, para voltar para casa.

Chegando em Montreuil, dei uma esticada ao Carrefour para comprar dois litros de Evian, dois palmiers, uma Orangine e uma Coca zero.  Ao passar pela boulangerie, na esquina de casa, não resisti  e comprei um coca congelada na pressão, porque, na parte da tarde, o sol reapareceu e a temperatura foi a 34º.

domingo, 12 de julho de 2026

12º dia - 12 de julho - Após o Culto na Igreja Pão de Vida, um rolé legal.

Primeira programação do dia? Ir à Casa do Senhor.  Hoje, o Pastor Paulo pregou sobre "A Palavra".  Não tivemos a participação da Pastora Eliane, que estava presente, mas vinha se sentindo mal, desde o transcorrer da semana.  Ela ainda se ressente do câncer que a acometeu no ano passado.   Ao final do Culto de hoje, guaraná Antártica (um luxo, em Paris), empadinhas quentinhas e uma torta de chocolate.  É tudo a bom preço, para ajudar nas despesas da Igreja.

Você tem ideia de quanto custa o aluguel do espaço do Teatro Déjazet, para duas horas de culto?  1.250 euros. Só existe um Culto, atualmente, pela manhã, aos domingos, às 10h.  Ao final do mês, são 5.000 euros.  Muito caro, não é? Mas o Pastor Paulo e os irmãos que administram os dízimos e as ofertas, na Pão da Vida, por mais de 20 anos, conseguem manter a Igreja naquele espaço fantástico.

Ao terminar o Culto, fui almoçar no Bouillon Republique, Restau-rante colado ao teatro supracitado.  Eram 11h50min. e levei uns dez minutos na fila.  Incrível, sempre tem fila para entrar;  Este Bouillon é enorme e ocupa dois andares, mas a acomodação dos frequen-tadores é organizadíssima.  O serviço é impecável, os garçons são super eficientes e o atendimento flui como se a casa estivesse atendendo a uma dúzia de pessoas.

Imaginem que eu pedi uma soupe a l'oignon gratinée (a melhor e mais barata que já me serviram em Paris), de entrée - 3,90 euros; boeuf borguignon, lard fumé, coquillettes, plat - 12,20 euros; dessert, crème brulée - 3,80 e uma Vittel demi (água sem gás) e, l'adition (a conta) ficou em 22,10.  Dei 2,20 euros de gorjeta (não é obrigatória). Inimaginável, não é?  Saí uma hora depois e muitas pessoas aguar-davam, na porta, sua vez de entrar, porque a casa estava lotada.

Saindo dali, embarquei na Estação Republique, no M8, para desembarcar na estação École Militaire.   Entrei no Hotel des Invali-des e fui fotografando, só por fora, até à Tour-Maubourg.  Não comprei ingresso para entrar em nada.  Um abuso, antes, as entradas nesses locais eram gratuitas.  Agora...  Como eu já conheço tudo, fiz uma economia, mas pedi a um segurança para ir de elevador ao sub-solo, para usar o banheiro.  Ufa, ele queria o ingresso, mas acabou deixando eu descer.

Saindo dali, (até a tumba do Napoleão tem cobrança de ingresso para ser vista), usei o acesso posterior e contornei a área militar, para acessar o Musée Rodin. A entrada já está custando 14 euros e, agora, você não paga mais para visitar só a parte externa, não. Tem de pagar o combo: museu mais jardins.   Fazia um calor... Fiquei sentada em frente à estátua do Pensador, aproveitando a sombra e tirando fotos dos passantes que me pediam ajuda.  

As roseiras e as hortênsias brancas e verdes, como sempre, dando seu show à parte.  Aproveitei o banheiro local, sempre muito limpo e fui ao restaurante comprar uma garrafa de 300ml de Evian - 3 euros (compraria trocentas, porque foi a água mais gelada que pude beber fora de casa).

Colocaram um galpão enorme da Dior, no meio do parque, o que impediu a caminhada até os fundos,  Rodiei, fotografando outras obras do Rodin e, como não podia deixar de ser, a Porta do Inferno (que estava coberta de pó branco, rsrsrs - não tem chovido, para o lava-jato das esculturas...).

Saindo, para retornar ao apartamento, entrei na estação Varrene, do M13, pertinho do Museu e fiz conexão em Miromesnil, pegando o M9 (delícia, esta linha, pois seus carros são todos refrigerados).  Ao saltar em Montreuil, parei na praça, para tomar um sorvete de coca-cola (última moda), assistindo, sentada, ao jogo de petanka da turma local). Entrei no apartamento, às 17h30min. e passei à melhor atração do dia - um gostoso banho e cama, para descansar um pouco e vir blogar.

sábado, 11 de julho de 2026

11º dia - 11/07 - Conhecendo Marie de Montreuil, nos seus mínimos detalhes.

Hoje, minha programação foi reabastecer a geladeira, no Franprix, logo após o café da manhã e, ao depois, circular por Mairie de Montreuil, fotografando tudo, para mostrar a vocês, pelo Facebook, como é esta vila, distante 8km de Paris, e que está situada no Departamento de la Seine-Saint Denis.  Seus habitantes são conhecidos como Montreuillois.

Bati pernas durante uma hora e meia e fiquei encantada com tudo o que vi.  A temperatura era de 31º.   A área tem uma grande praça, em cuja extremidade oposta à da localização do prédio onde estou hospedada, está a Mairie de Montreuil (Sede Administrativa).  Na praça, duas entradas com escada para o Métro e também duas entradas com elevador e duas, com escada rolante.

Na praça, existe um espaço cercado para brincadeiras de crianças,  uma área de areia, demarcada para o jogo de petanka (bocha, boccia ou bule), com bancos ao redor, brinquedos eletrônicos para menores, mesas e cadeiras, que estão sempre totalmente ocupados, de um bar que fica do outro lado da rua Walwein, um teatro, um cinema, uma boulangerie, uma farmácia, um Jeff de Bruges, uma Manceau Fleurs, uma Marionnaud, duas casas de produtos Bio e alguns Restaurantes.

Você pensa que acabou aí?  Não.  Duas linhas de ônibus, a 129 (para Romainville-Vassou) e a 322 (para Bobigny), têm seu início de percurso, na Rua Walwein, ao lado da praça.  Bem no centro dela, há uma longa rua que divide um enorme centro comercial, ao meio.  Ali, encontramos um imenso Carrefour, KFC, colado a um McDonald's, um O'TACOS, uma C&A, a HEMA, mais uma farmácia, casa de venda de armações de óculos, a Yves Rocher e muito mais.

Vou postar no Face, as fotos, porque o bairro ainda tem muitas utilidades mais.  Almocei, dormi um pouco, à tarde e, depois, fiz os circuitos dos dois ônibus citados acima.

De lembrar que, colado ao prédio do apartamento da minha Anfitriã Airbnb, existe um Hotel Ibis.  Ah, tarde demais, descobri a cereja do bolo.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

10º dia - 10/07 - Nova canicule a caminho?

Hoje, não foi fácil, não.  Primeiro dia de calor, que peguei, aqui em Paris - 36º.  Embora tenha ventado o tempo todo, foi complicado, andar prá lá e prá cá, porque a secura é muita.  Tive até de comprar um protetor labial.  Será que uma nova canicule está a caminho?

Iniciei o dia meio easy rider,  Fui a La Defense, o Distrito Financeiro de Paris, fiz uns registros fotográficos e entrei no imenso centro Comercial da Estação final do M1.  Um espetáculo. Para ficar por ali, o dia inteiro.  Não entrei no prédio da FNAC, o que faço sempre, porque, durante o percurso de metrô, resolvi que, ao retornar, iria fotografar a Comedie Française e o Palais Royal, e seguiria para o Museu do Louvre para, depois, descer pelo Jardins des Tuilleries, até a Pirâmide, no centro dos Champs Elysées.

Como colocaram o balão que foi usado como pira olímpica, nas últimas olimpíadas, bem no lindo lago central, interrompendo a continuação da caminhada, fui para a direita, em direção à Rue de Rivoli, no ponto onde está a estátua dourada de Joanna D'Arc.

Dali, fui para o Carrossel do Louvre, que estava fervilhando de gente.  Fiquei logo irritada.  Usei um banheiro (1 euro e meio), que não existia no local, e saí dali para embarcar no Métro Louvre-Rivoli, a fim de fazer conexão com o M4 e seguir para Saint Michel.

Pela primeira vez, fiquei rodando no subsolo, por mais de uma hora e meia, seguindo as setas M4 (outras pessoas subiam e desciam escadas, assim como eu) e não encontrava o acesso desse metrô.  Entreguei os pontos e resolvi voltar para casa. A meio do caminho, indignada, resolvi reiniciar a ida para o local onde pretendia almoçar. Afinal, se a cada dia houver um problema e eu desistir do passeio, chegarei ao final da viagem e não aproveitarei tudo, conforme a expectativa.

Finalmente, com a ajuda de uma policial, embarquei no RER B droit e saltei, uma estação depois, em Saint Michel.  Ufa!  Fui almoçar o que estabelecera para hoje - um kebab, num Giro's, na Rue Saint Severin.  Dali, peguei um ônibus para Kremlin Bicetri e saltei na Place Monge, para pegar o M7, com conexão para o M9 e retornei ao apartamento.  Aproveitei e passei numa casa de frutas e comprei mais cerejas deliciosas.

Estava cansadíssima.  Tomei um banho e dormi até 21h30min.  Então fui lanchar e vim blogar.  Até amanhã!

quinta-feira, 9 de julho de 2026

9º dia - 09/07 - Um combo espetacular, sem querer.

Saí de casa, às 10h.  Brisa gostosa.  Meu programa: ir à Géode, entran-do pela Citè des Sciences et de lIndustrie, para rever uma amiga de mais de vinte anos, depois, atravessar, pela ponte, o Canal de l'Ourcq e percorrer todo o trecho do Parque de la Villette, para sair pela entrada oposta, fotografando tudo.  Então, embarquei no M9 e saltei na estação Nation, para pegar o M2 e fazer conexão com o M7.

Quando cheguei na plataforma do M2, vi uns rapazes reabastecendo as enormes e sempre bem fornidas máquinas de refrigerantes e águas e todo tipo de gulodices.  Sempre tivera a curiosidade de saber como aquilo era levado a efeito.  Logo resolvi filmar.  Hein?!  Como? Ha-via deixado o móvel a carregar, na cozinha. 

Quase desabei:  meia hora para retornar e pegar o danadinho, impres-cindível, em termos de turismo, mais meia hora para retornar ao ponto em que já estava, ou seguir em frente, com o no show?  Ah, o que tenho mesmo é força na peruca.   Lembrei-me do corinho que cantava com as crianças, na Igreja Batista do Méier, o Rio:  "Desanimados, não, não, não..."

Voltei, peguei o celular e parti para o abraço, mas, ao chegar à Géode (em 2023, estava fechada para obras e não encontrei Madame Suzanne Esparron - brasileira casada com francês), soube que ela não estava mais trabalhando ali.  Que pena!  Mas, não perdi a viagem, porque, em 11 minutos, às 12h30min, teria início o filme Le Royaume des Requins. Ingresso = 12 euros (tarifa reduzida, devido à idade).  A atendente, muito gentil, escolheu uma excelente poltrona para mim e conduziu-me, de elevador (a entrada é feita, normal-mente, por altas escadarias) até à plateia.  Duração do filme, uma hora.

Saindo dali, fui caminhando em direção ao Canal acima citado.  Verifiquei que, agora, para atravessá-lo, não se passa mais pela alta ponte, mas por uma ponte elevadiça.  Ia cruzando a nova passagem, quando, ao olhar para a direita, avistei uma embarcação da Empresa Paris Canal, que faz a travessia do Canal Saint Martin, ancorada e uma fila de turistas aguardando embarque.  Apressei o passo e procurei saber se havia vaga.  Positivo.  Valor do passeio: 22 euros.

Fiquei feliz da vida, porque sempre faço o passeio pela Canauxrama e, desde a última vez, o seu embarque é a partir da Place de La Bastille.  Então, a navegação teria de ser em outra ocasião.  Interes-sante é que a rota da Paris Canal é mais completa, porque, depois de passar pela Bastilha, eles nos conduzem pelo Rio Sena, até ao cais ao lado do Museu Dorsay.  Pena que não estava na minha programação visitá-lo nessa jornada.  Desembarquei e entrei num ônibus, cujo ponto inicial era ao lado do museu e chegava até o Arco do Triunfo, onde desembarquei e peguei o M1 + M9 e vim em casa para deixar a bolsa e ir ao Franprix, comprar e suco em litro.  Que dia legal!


quarta-feira, 8 de julho de 2026

8º dia - 08/07 - O Balão Cativo e o Divertido Banho de B&$#a.

Após o café da manhã e ter dado uma geral no apartamento, molhando também as plantinhas da Anfitriã, fui para a rua, pegando o M9 (andei quase toda a linha), para fazer conexão em Michel-Ange Molitor, direção Gare d1Austrelitz, e após, o M10, para saltar em Javel-André Citroën.

Entrei no Parque, pela porta ao lado de Quai.  Não havia fila para subir no Balão Cativo e apenas três pessoas estavam na minha frente aguardando a descida do grupo que embarcara anteriormente.

Outro aumento.  Eram 8 euros, passou para 12, depois 15 e, agora, são 20 euros, sendo que aplicam uma redução para quem tenha mais de sessenta anos.  Mas, compensa, principalmente para quem gosta de fotografar.

Ao sair do balão, fui até a fonte de água natural e gasosa, ambas bem geladinhas, que fica logo atrás do ponto de venda dos ingressos, para reabastecer a minha garrafa.  Depois, fui caminhando em direção às estufas, fotografando de tudo um muito.  Aproveitei para usar o banheiro público existente perto dos jatos d'água.

Muitos grupos de crianças, com seus professores e cuidadores e incontáveis pessoas deitadas no gramado, bronzeando-se, davam um colorido especial à grande área verde do imenso parque.

Alcancei o ponto dos jatos de água. eram poucos os que estavam funcionando, mas, mesmo assim, a algazarra da criançada era enor-me e contagiante.  Comecei a filmar e fotografar e veio uma "incon-veniente" e me impediu de continuar a fazê-lo.

Troquei, então, a minha indumentária.  Tirei a saída de praia e co-loquei uma canga, afinal, fora até ali para divertir-me com as crianças e refrescar-me e não para ficar de blá-blá-blá com gente mal amada.

Um rapaz, muito gentil, ofereceu-se para fotografar-me. A tempe-ratura da água estava uma delícia.  Se não tivesse tanta coisa para fazer, ficaria ali até a hora do fechamento do parque.  A esta altura, já tinha bebido toda a água da minha garrafinha.  Retornei ao ponto d'água, aproveitando para secar a roupa, até voltar a vestir a saída de praia e para deliciar-me com o lanche que havia levado: frutas diversas e pomme pote.

Saí pelo mesmo portão através do qual entrara, para fazer o trajeto de retorno ao apartamento, idêntico ao da vinda, invertido.  Dei, ainda, uma passadinha no Carrefour, para comprar 3 garrafas d'água gasosa deliciosa, que ele está vendendo, com o brinde de mais uma e na Boulangerie, para comprar uma salada e uma baguette.

Cheguei em casa bronzeada, feliz com o passeio e, uma vez mais, grata a Deus, que esteve sempre comigo.




   

terça-feira, 7 de julho de 2026

7ª dia - 07/07 - Trocadero e a Tour Eiffel, mais o Aquarium de Paris

Acordei às 7h e corri para a "cozinha das delícias".  Eu acho que o café da manhã tem sido a maior e melhor atração do dia.  Ou seria o lanche do anoitecer?  Sei não.  Penso que já engordei uns dois quilos.  Vou dar uma paradinha aqui, porque lembrei-me de ter comprado um pote de sorvete de pistache, que ficou me esperando, no congelador.  Volto já.

Hummm, estava uma delícia,  Blogando agora, para ficar em dia com as notícias, conforme anunciei.  Estou saindo de casa, são 11h, 6h no Brasil e a temperatura é de 32º.

...

Embarquei no Mètro Marie de Montreuil, que me conduziu, sem necessidade de conexão, ao Trocadero.  Esta acomodação em Mon-treuil é perfeita.  Quando embarco no início/final da linha, não preciso dizer, que vou confortavelmente sentada.  Mas, o melhor mesmo, devo salientar, é que no nível da Praça Marie de Montreuil, entro sempre no elevador (não sou obrigada a descer incontáveis degraus de escada) e chego ao sous-sol, onde embarco em outro elevador, para acessar o veículo.  Très facile, d'accord?

Então, uma das vantagens do M9, que serve a Marie de Montreuil, chegar direto no lugar de melhor visão da Torre Eiffel.

Desembarquei e, ainda caminhando pelos longos corredores do metrô, encontrei uma barraca de frutas com uma quantidade enorme de belas cerejas (comprei meio quilo - 5,50 euros) e saí fotogra-fando:  Bem de frente para a torre, avista-se a estátua de Foch (General francês.  Foi o Comandante em Chefe das forças aliadas no fronte Oeste durante a Primeira Guerra Mundial).  Antes de subir os poucos degraus, entre o Museu da Arquitetura e dos Monumentos e o Museu do Homem, existe, agora, um ponto de água potável e aspersor de bruma.  Ah, esquecia-me de dizer que, antes de sair da estação do Métro, sentido Trocadero, bem em frente à escada rolante, existe agora um banheiro bem montado, com entrada paga (2 euros).  Achei ótima esta inovação.  Já passei um aperto ali, sem toilette, num 31 de dezembro.  Ufa!!!

Entre as trocentas pessoas tentando obter a melhor foto da torre, estava eu preparando-me para uma selfie, quando apareceu um dos incontáveis nigerianos, vendedores ambulantes de miniaturas da famosa torre, que se ofereceu para fotografar-me.  Dei a ele 1 euro e ele ficou agradecidíssimo.  Em troca, fotos ótimas, que eu não conseguiria tirar, porque fazer selfie é um saco.

Fui descendo sem pressa, em direção ao Aquarium de Paris, atração que nunca perco.  Preços de entrada: 27,50 euros ou 24,50 euros (reduzido, para os de mais de 60 anos).  Venho sempre aqui.  Excelentes informações sobre a vida marinha, filmes em ambientes confortáveis, áudio visual fantástico, ar condicionado em todos os ambientes e bons banheiros.  Minha praia. Permaneci ali, por uma hora e meia.

Retornei ao Métro-Trocadero e embarquei no M6, sentido Nation, indo até Place d'Italie, trocando para o M7, direção La Courneuve, com o fim de saltar na Place Monge, para visitar Madame B.  Mas, lá chegando, ... "Iolanda, cadê o endereço da Beatriz?"  Deixara em casa. Lógico que eu sabia chegar ao nº 84, da Rue Monge, onde ela mora, mas em Paris, você tem que saber o código da abertura da porta principal e o código do apartamento, para eventualmente interfonar (os prédios não têm porteiro) e, quase sempre, são dois "bâtiments" a acessar. Voltar em casa, jamais. E eu portava um saco de castanhas de caju da terrinha, para a minha Amiga, filha do Dr. Carlucio Andrade, meu ex-oftalmologista, já falecido.  O número do telefone dela, ainda bem, estava registrado no meu celular, mas, e o wi-fi que cai assim que saio do prédio?

Não titubeei.  Entrei no comércio existente ao lado e pedi ao atendente, um africano super simpático que telefonasse para ela.  Ele gentilmente assim o fêz e me colocou em contato com Mme. B.  Eitcha!  Finalmente, nos encontramos e papeamos.   Ela havia feito duas cirurgias num joelho e uma, no outro e está enorme de gorda.  Entre outros inúmeros assuntos, fiquei sabendo que sua moto fora roubada e ela não comprara outra.

Não me demorei mais do que uma hora.  Saindo de lá, passei no africano que me ajudara e tirei um punhado de cerejas da sacola e dei a ele, que repetiu, por diversas vezes, merci, merci, merci, todo sorridente.  Pois é, gentileza gera gentileza.

Atravessei a rua e entrei num Franprix, para comprar Perrier gasosa, a fim de repor a da dona do apartamento, que eu usara, ontem à noi-te.  Voltei para a estação do metrô e, usando o M7, ainda no sentido La Courneuve, desembarquei na estação Chaussée d'Antin La Fayette, para embarcar no M9 e chegar em casa, às 18h15min - temperatura 32º.

Banho, comer, comer e blogar.  A demain.