segunda-feira, 20 de julho de 2026

20º dia - 20/07 - Um dia PUNK.

Não vou deixar de contar como o dia de hoje foi punk, para que não aconteça o mesmo com você, em qualquer dia de viagem.

Ontem, estava muito cansada, diria mesmo, estressada.  Só consegui deitar-me, às 23h e coloquei relógio e celular para despertarem às 4h, mas lógico que o sono não veio logo.

A expectativa de ir a Strasbourg.  Tudo arrumado de véspera, conse-gui sair de casa na hora aprazada - 5h30min.  Não fazia frio, como na véspera - 23º.  Embarquei no M9 e fiz conexão, na estação Républi-que, com o M5, para chegar à Gare de L'Est, super a tempo.  Logo, olhei para uma das imensas telas que apontam os horários dos trens, plataformas, situação das linhas.

Estranho, não aparecia o horário do meu trem.  Peguei a passagem e, logo bati com a data - 27/07, a próxima segunda-feira.  Que engano primário!  Eu, com tanta prática...  Havia, inadvertidamente, me preparado para a viagem para Strasbourg e, não, Annecy.  Não pestanejei e resolvi, imediatamente, retornar ao apartamento e pegar o bilhete para esta cidade e dirigir-me à Gare de Lyon.

Se eu estivesse com o bilhete em mãos, daria tempo de passar de uma Gare para a outra, mas não foi o caso.  Aqui, mesmo que eu tivesse perdido a hora de embarque, poderia ter o bilhete substituído, sem ônus algum, até uma hora após o horário de saída do comboio (fica a dica), mas...

Então, de casa, fui para a Gare de Lyon e, depois de muito blá, blá, blá, consegui comprar novos bilhetes de ida e volta, para amanhã, mas só tive um ressarcimento de 20 euros, pela troca do bilhete de volta e ainda paguei 109 euros pelos novos bilhetes, mas pelo menos vou poder ficar mais tempo nesta linda cidade, que dá de cara para os Alpes Suíços, porque consegui um trem que si mais tarde de lá e a viagem é direta, diferente da ida, que será com conexão.

Vim para casa, "vendendo azeite".  Bloqueio total. Lanchei e fui dor-mir.  Descansei bastante, durante três horas.  Fui ao Carrefour, a fim de renovar o estoque para cafés e lanches e, ao retornar para casa, coloquei as compras nos seus devidos lugares, vi as novidades do Whatsapp, passei msgs., do Dia do Amigo e postei no Face e, agora, estou blogando.

Castigos para a falta de atenção:  passarei quaro dias comendo em casa; não me permiti fazer nenhum passeio, em Paris, hoje.

Amanhã, chegarei por volta da meia noite, portanto, só falarei de Annecy, na quarta-feira.  À bientôt.

domingo, 19 de julho de 2026

19º dia - 19/07 - Depois do Culto, Área da Bastilha.

Se vocês soubessem o frio que fez na madrugada passada... Tive de levantar, para fechar a janela e a porta do quarto, para não congelar. O relógio marcava 1h.  Ao sair, às 7h30min., para comprar uns itens, para o passeio de amanhã, o termômetro da farmácia marcava 16º.  É hoje!  Se, quando estava fazendo calor, o povo aqui andava de casaco e botas, imagino como será durante este dia.

Às 9h30min., já estava chegando à Igreja, na Praça da República.  O Pastor Paulo estava na porta e ficamos papeando, enquanto o grupo do louvor ensaiava os cânticos.  Foi um Culto bastante abençoado.  Uma vez encerrado, almocei no Bouillon, para não perder tempo, porque ele fica ao lado de Teatro Déjazet, como já disse anteriormente, onde são realizados os cultos.

Em seguida, segui para a Bastilha e fui revendo o Teatro da Ópera da Bastilha, a Coluna - vi que uma feira se realizava ali perto e, não pude resistir, dei uma chegadinha lá - e, entrando pela Rue Saint Antoine, fui revendo:  a antiquíssima École de Francs Bourgeois, a Place des Vosges, a Maison de Victor Hugo, o Hôtel de Sully, a Église de Saint Paul, as grandes frutarias locais e, finalmente, embarquei no M1 para fazer conexão com o M9 e retornar para casa.  Foi uma caminhada e tanto, mas valeu.  

sábado, 18 de julho de 2026

18º dia - 18/07 - Le Jardin des Plantes.

Hoje, após um compromisso nos Champs Elysées, embarquei no M1e  fiz conexão com o M5, para desembarcar na Gare d'Auterlitz, que fica bem em frente ao Jardim das Plantas.

Este é um espaço fantástico.  Além de seus belíssimos e bem cuidados jardins, ressalte-se que tudo que lá é plantado é identificado com plaquinhas, possui uma menagerie (jardim zoológico de porte médio, o mais antigo de Paris), o Museu Nacional de História Natural, A Grande Galerie de l'Évolution e Serres (estufas) imensas. 

E quando cansar de caminhar, incontáveis bancos protegidos por imensas e centenárias árvores o acolherão para descansar ou picnicar.

Além de quiosques com delícias (bem verdade que caras) francesas e sorvetes, pode-se contar com toilettes, lembrando que, na entrada lateral, bem em frente à Gare, existe um excelente McDonald's, onde você pode pode comprar seu lanche, antes de entrar nos Jardins.

Obs.:  Veja algumas fotos dessa belezura que postei no face (Iolanda Lopes de Abreu) 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

17º dia - 17/07 - Ida aos Grands Boulevards.

Não vi se choveu, durante a noite, porque bati na cama e apaguei, aliás, esqueci-me de dizer que o apartamento de Madame Nadia, além de estar localizado em bairro top de linha e ser muito bem equipado, possui uma cama de casal inenarrável, de tão boa.

Saí às 11h30min., porque fiquei resolvendo uns babados, após meu lauto café da manhã e o relojão da Farmácia em frente, marcava a temperatura de 26º.  Peguei o M9 e desembarquei na estação Grandes Boulevards.

Se você quiser passar a manhã e a tarde, no entorno, dá para fechar o dia, com muita programação, sem ter de ficar indo e vindo de Métro, prá lá e prá cá.  Muitos restaurantes, McDonalds, KFC, sorveterias, farto comércio de tudo que a gente possa imaginar e lugares históricos,

Logo ao sair do buraco do metrô, você dá de cara com o Museu Grévin (museu de cera) e, ao lado esquerdo dele, com a entrada da Passagem Coberta, Passage Jouffroy.  Atravesse-a e encante-se. Tem, em suas lojas, de tudo um muito.  No final do extenso corredor, o Hotel Chopin, com seu relógio.  Hummmm.  Você já observou que todo relógio antigo, que fotografo, está sempre ainda em funcionamento?

Não vou voltar a explicar para que serviam essas passagens, recorram ao meu blog, em postagens anteriores.  Está tudo lá. A Jouffroy, à esquerda do hotel, faz um L (lamentavelmente, rs.) e termina no boulevard Montmarte, bem em frente à Passage Verdou.

Do outro lado do Grand Boulevard, encontra-se a Passage Panora-mas, de variado comércio, com muitos restaurantes em seu inte-rior.  Tendo comido um delicioso boeuf bourguignon, em 2023, no Bar de Varietés, resolvi reprisar.  Gostei da entrada, mas o plat (como é chamado aqui o prato principal) não me agradou.  Ao pedir  sobremesa, fiz menção ao fato.  Como eles não pensam em perder o(a) freguês(a), a minha sobremesa veio acompanhada de uma bola de sorvete.

Saindo dali, fui, de bus 32, até às Portas de Paris que ainda existem, até hoje. Eram 14: Porte de Saint Denis e Porte de Saint Martin.  Voltei para casa no mesmo metrô, o 9 e o sol começava a dar a cara, mas a temperatura continuava agradável - 28º.  Dia super ventilado.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

16º dia - 16/07 - Hoje, foi massa.

Saí de casa às 9h30min. e o relojão da Farmácia, em frente ao prédio onde estou hospedada, pelo Airbnb, marcava 29º.  Fui até à Avenue Champs Elysées, nº 34, levar umas castanhas de caju para uma moça que muito me ajudou, ontem e, depois, encaminhei-me para o Quartier Latin e fui fotografando: Musée de  Cluny, La Sorbonne, Église de Saint-Étienne-du-Mont, Biblioteca de Sainte-Geneviève, a Faculdade de Direito, a Mairie do 5ª arrondissement e o magnífico Pantheon.

Realizei, então, uma pausa para o almoço.  Demorei-me mais do que o normal, porque estava sentada numa mesa de calçada, de um Restaurante/Bar, bem na badalada Rue Sufflot.  Ficar apreciando o ir e vir da multidão que invadiu Paris, nesse verão, dá para perder a hora.

Depois, segui para o Jardin de Luxembuourg.  Estava, como sempre, incrivelmente florido.  Fiz registros dos canteiros, do lago, da Fontaine de Médicis (de 1630), do Senado e da Tour Montparnasse, que, assim como a Tour Eiffel, é vista de incontáveis pontos da cidade.

Saindo dali, peguei o Bus 38, logo ao deixar os Jardins e desembarquei em Val de Grâce, onde ficam a igreja/hospital, do mesmo nome, o Observatório e a Fontaine des Quatre Partes du Monde (esqueceram da quinta, rs., mas é belíssima).

Exausta (até minha confortável sandália Melissa reclamou e arrebentou, de tanto que andei), voltei a pegar o 38, até uma entrada do M4.  Fiz a conexão com o M9 e cheguei em casa com uma leve chuva, que logo passou.

Não deixem de ver as fotos, no Facebook.


quarta-feira, 15 de julho de 2026

15º quinto dia - 15/07 - Ando devagar, porque já tive pressa...

Pois é, quem não lembra da música do Almir Sater?  É nesse compasso que eu estou indo.  Antes, ficava a bisbilhotar, de tudo um muito, durante quatorze, quinze horas, por dia.  Atualmente, com a idade avançada, quase 79 anos, caminho dentro das minhas possi-blidades.

Saí de casa, hoje, com o propósito de começar pela visita à Opéra de Paris.  Chegando lá, a fila para entrar (ingresso a 14/20 euros) era quilométrica.  Dei uma guinada e entrei no lojão da Lindt (melhor chocolate suíço), no outro lado da rua e descansei, no ar refrigerado, saboreando um delicioso sorvetão de chocolate e creme, coberto com chantilly.  No meu blog, tenho registros da Ópera, anteriores.

Continuei, depois, caminhando e fotografando o Café de La Paix e, da esquina, a Coluna da Place Vendôme (Praça dos Joalheiros).  Dei uma guinada e fui para as Galeries Lafayette.  Imagina, tudo em liquidação (soldes).  Pirei.  Comprei três calças compridas lindas, a 9,99 euros cada uma e, depois, fui à cobertura, fotografar Paris, do alto.  Agora, tem escada rolante para subir até o 8º andar e para descer, também. 

Aproveitei para usar os toilettes - incontáveis, mas são, agora, cobrados - 1,50 euros.  Desci até o local da novíssima ponte de vidro que permite que se faça os melhores registros do belíssimo maga-zine.  Por sorte, só havia um casal de coreanos, na fila, antes de mim.  o rapaz, muito simpático, me fotografou e eu os fotografei, afinal, gentileza gera gentileza.

Dei uma esticada nos Champs Elysées e voltei para casa, para deixar o peso, com a ideia de retornar ao centro da cidade, mas acabei por dar mais uma saída só para comprar três garrafas de Evian e uma garrafa de suco de abricó para mim e outra para meu vizinho, Monsieur Girard, cego, que é um amor de pessoa e tem dificuldade de ir às compras.  Fui levar o suco na porta dele e ele logo me atendeu.

Tomei um bom banho, fiz um lauto lanche e estou aqui a digitar. À  demain.

terça-feira, 14 de julho de 2026

14º dia - 14/07 - Hoje, eu me superei.

Dormi até um pouco mais tarde e, logo após o café da manhã, liguei a TV (pela primeira vez, porque , quase todos vocês sabem, não suporto televisão) para assistir o Desfile Comemorativo de le 14 Juillet, no Champs Elysées, feriado nacional.  

Assistir ao vivo a grande festa, sentada nas cadeiras dispostas ao longo da Avenida, a partir do Round Point, teria sido bem fácil para mim, pois bastaria inscrever-me através do site disponibilizado pela Prefeitura, mas ficar exposta ao sol, durante a bela festa, dirigiu-me para a frente da TV.

Ontem, também, não saí para ver a queima de fogos e bela apresen-tação de drones, junto à Tour Eiffel, porque também não fez a minha praia.  Preferi ficar em casa.  Hoje, recebi fotos e vídeos do belo espetáculo, pelo Face.

Acabado o desfie, saí para ir à Place de Italie.  Fiz fotos do local, incluindo o Place d'Italie 2, imenso shopping, que está em reforma e a Marie local e segui para  Bercy, fazendo a conexão para o Cour Emilion, que está cada vez mais procurado pelos franceses e turistas do Mundo todo.  A nova decoração aérea (tiraram as sombrinhas) está muito simpática.  Almocei, como sempre, no Five Guys (embora não aprecie fast food, mas, às vezes, quebra um galho) que tem sanduíches e refrigerantes especiais (já experimentou coca cola de cereja?).

Retornei a Bercy, onde desembarquei e saí da estação do Métro, para entrar pela lateral do Accor Arena de Paris, no imenso parque (14 hectares).  Subi a escadaria das queda d'águas e cheguei ao local das 21 estátuas (obra de Rachid Khimoune) inauguradas em 2001, que ficam na extremidade da bela Ponte Simone Beauvoir, que me levou até o conjunto de 4 torres da Biblioteca François Mitterand. 

Fui pegar água com gás geladinha, mas acabaram com a fonte, então embarquei no bus 325, com destino ao Castelo de Vincennes.  Dado ao adiantado de hora, já passava das 19h30min, não pude entrar.  Também, ali funcionaria uma fan zone, com entrada gratuita para quem desejasse torcer para a França, no jogo contra a Espanha.  A fila era enooooorme. Embarquei no M1 e passei para o M9, retornando para casa.  Ufa, que disposição!!!