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sexta-feira, 4 de agosto de 2023

E os clochards?

Paris está muito mudada.  Até alguns anos atrás, não era raro ver-se pessoas desempregadas, sem domicílio, de triste aparência, dormindo nas estações do Métro, ou, durante o inverno rigoroso, sobre as saídas de ar quente, nas calçadas no entorno dessas estações, muitas das vezes, vencidos pela bebida.  Agora, percebe-se que estes "esconderijos" passaram por um choque de ordem, o que não quer dizer que você esteja nos corredores dos subterrâneos e não encontre pedintes sentados.  

Atualmente, o quadro é outro.  Tem gente ao desabrigo, em qualquer lugar e eu os vi, em grande número, ali, nos bancos, bem na área da Église de St. Paul, pertinho da Place de Vosges - 4º arrondissement, em plena luz do dia.  Estão literalmente acampados, incontá- veis, sob o elevado do metrô - Linha 5, estação Stalingrad, entre o 10º e 19º arrondisse- ments.  

Muitos desses novos (e, dentre eles, pessoas jovens, também) clochards preferem a vida solitária e armam suas barracas ao longo do Sena, sem preocupação com que a área escolhida seja em lugar movimentado ou não.  Este é o resultado da abertura dada a refugiados de todo o Mundo, quando a França já não tinha emprego nem para o seu nacional.

(169 Rue de Rivoli, no 1º arr., em frente ao portão do 
Templo Protestante de L'Oratoire du Louvre - atravessando a pista, o Louvre.)

(Ao lado da Tour Saint. Jacques, 38 Rue de Rivoli - Square Saint Jacques, no 4º arr.)

(ao lado do Rio Sena, próximo à Ponte Neuf)

(Sob uma das Arcadas do Viaduct des Arts, no 12º arr.)
(Sob um vão, ao longo do Rio Sena.)

         São muitos os registros de situações tais como as mostradas a cima, mas, mais adiante, retornarei ao assunto.






quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Dá para acreditar? Só eu mesmo...

Pois é, hoje foi dia de colocar, literalmente, a mão na massa.
Como eu sou "colunável" e não posso carregar peso, ajudei a Madame B a transportar, num caminhão (vejam o que chamam de caminhão, aqui - "chique do úrtimo"), 96 rolos de tecido para uma stockage em Angers, acondicionados nele por dois rapazes contratados pela Patrícia (Pouki para os íntimos) que, junto com seu irmão, o gato Thiago, deram uma ajuda insopesável.
Mas ajudei, como?  Dirigindo o caminhão, dear Watson, tão simples quanto dois e dois são cinco.
Madame B, lá pelas 12h 30min, dando sinal de cansaço, passou-me a direção do possante e eu, aproveitando que estava na A 11 - E 50, entre Le Mans e Angers, meti bronca, na maior descontração, rodando a uma média de 120km/130km por hora.  Não acredita?  Veja, em especial, a foto onde aparece um caminhão na estrada, no sentido contrário.  O interessante é que a gente mantém o pé no acelerador e só se preocupa em sinalizar para a direita e para a esquerda, ultrapassando caminhões enormes, que são incontáveis.
E aí, quando apareceu a enorme indicação "24 Horas de Le Mans", eu me senti...  Perto da entrada de Angers, abandonei o cock-pit, passando a direção para a Beatriz, porque circular dentro das cidades é très, très complicado para mim.   Na volta, como já saímos tarde e estava escurecendo, não pude pegar na direção, porque tenho dificuldade para dirigir com um bando de luzes à minha frente, devido à visão diminuída.
Hoje foi massa.  Bombei!!!


Pouki, a filha de Madame B. tem uma força de fazer inveja a muito homem metido a machão.

Thiago bem que faz pose, mas a irmã dá de dez nele.
Simpáticos e de bem com a vida,, não negaram fogo.
Madame B não conseguiu conduzir o caminhão para dentro do prédio, então, o
carregamento foi feito em pleno Bd. Haussmann
Parecia que numca iria acabar.

E onde estavam estes rolos de tecidos enoooooormes?  Na adega do apartamento de Madame B.  Inenarrável.

 Agora, veja-me em ação.  Sem lenço nem documento internacional... 








Iolanda Lopes de Abreu