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sábado, 19 de novembro de 2011

Passeando a pé pelo Canal de San Martin.

Demorou!!! Pois é, em 21/09/2011, postei sobre o passeio de barco pelo Canal de San Martin e fiquei de falar sobre o passeio a pé pelo mesmo local, que está, a cada dia que passa, ficando mais concorrido.
Square Jules Ferry
Para chegar ao ponto inicial do nosso tour a pé, embarcar no Mº linha 11, ou 3, ou 9, ou 5, ou 8, desembarcando na estação République e caminhar pela Rue du Faubourg du Temple (ou, na linha 11, ainda, desembarcar na estação Goncourt, para caminhar pela mesma rua, passando pelo Palais des Glaces) até o cruzamento com o Boulevard J. Ferry, onde está a Square Jules Ferry.  Aqui neste ponto, quem vem passeando, distraído com o intenso movimento do local, não percebe que está sobre o Canal de San Martin,... 

Canal de San Martin, no final de seu curso a descoberto,
antes de entrar sob aSsquare Lemaître.

...porém, caminhando na direção contrária, entrando pelo Quai de Jemmapes, logo encontra o Canal em seu último suspiro antes de mergulhar sob a Square Lemâitre.

Estes totens com a História de Paris são fantásticos e estão por toda parte,
conforme você já deve ter percebido, facilitando a vida do turista.
Neste, detalhes sobre a construção do Canal e medidas do mesmo.


Nosso passeio, sempre subindo o Quai de Jemmapes, com início no 10º arr., guarda um certo charme. À direita, logo avistamos o Hôpital Saint-Louis, imenso e lindo, criado em 1607. Depois de uma pont tournant (são duas sobre o Canal), encontramos a Square des Recollets e, em seguida, o Hotel du Nord.



Caminhando tranquilamente, deve-se apoveitar a aproximação de um dos barcos de cruzeiro para subir as pontes metálicas e apreciar a eclusagem, sempre muito interessante.


Nesta foto, podemos ver passantes subindo a ponte metálica e
o operador de terra, da eclusagem

O operador de terra deslocando-se, de uma ponta à outra da eclusagem.

O barco de passeio, quase "desaparecendo" de nossa visão, com a retirada da água, durante
a eclusagem, para passar para um nível mais baixo do Canal.




Uma rua que se desloca para a passagem de uma embarcação, após a eclusagem.
Desagradável mesmo, só a espera (pedestres, ciclistas, carros de passeio)
pelo término da passagem dos barcos - um na eclusa, por vez.

E todos querem fotografar - quem está deliciando-se com o passeio e quem está de fora,
observando a o ir e vir de embarcações..

Aqui, um aspecto do mecanismo em funcionamento, para fazer a rua deslocar-se.

Cancelas acionadas, passagem totalmernte interditada pela rua que liga a margem direita à margem esquerda do Canal.



E lá vem mais um barco de turismo.

Ao final da tarde, as margens estarão apinhadas de gente sentada pelo chão às margens do Canal,
como ocorre também na hora do almoço.
La rotonde de La Villette - construída por volta de 17880, destinada a recolher os impostos sobre o
comércio de mercadorias vindas de Flandre e Soissons, mas para tal não funcionou.

Aqui estamos chegando ao Rond-Point des Canaux.  Entrada, à direita para o Canal  l'Ourcq -
a área, no momento, é um grande campo de obras que revolucionarão La Villette.


Bassin de La Villette - Cinéma MK2


Quai de La Loire

Le pont levant de la rue de Crimée,

Bairro originalmente industrial, ainda apresenta estes prédios típicos.

Iolanda Lopes de Abreu

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Edith Piaf

Acesse o link e veja a postagem de hoje, ouvindo O Rouxinol.
http://youtu.be/ZKDDS7zhAzM

         No mesmo dia em que cheguei, muni-me de força e disposição e fui ao 20º Arrondissement, talvez o mais pobre de Paris, onde viveu Edith Piaf.  Peguei o M 1 (linha amarela), até a estação Hôtel de Ville, onde fiz a conexão na linha marrom (M11), direção Mairie de Lilás, para desembarcar na estação Belleville.  A este populoso quartier de Paris, poderíamos chamar carinhosamente de Babelleville, em função da quantidade de culturas que abriga, sobressaindo-se a asiática.
O comércio do bairro é agressivo e variado e os asiáticos o dominam.  Reparem as duas
línguas (francês e chinês, na fachada da casa de venda de flores).

            Sim, amigos(as), depois de uma viagem de 11 horas, mais aquele aguardar de voo, aguardar de aduana, aguardar de malas, aguardar de transfer, fazer um passeio a pé, à segunda mais alta colina de Paris (128m), Belleville, só superada por Montmartre (130m), precisa-se, antes de mais nada, de savoir vivre. Fiquei de contar tudo o que vi, no dia seguinte, mas acabei adiando para quando do meu retorno.   Agora, vamos lá, porque o local é im pactante, embora de contrastes.
              Logo ao  sair do Métro, caminhando para um aclive à esquerda, entramos na Rue Belleville, onde avistamos o cafè Aux Folies, no cruzamento com a Rue Dénoyez - um antigo cabaret, de onde emergiram Piaf e Maurice Chevalier.
             Nesta rua perpendicular à Belleville, são muitas as lojinhas com suas paredes grafitadas,  tanto à direita, quanto à esquerda.
             E foi neste bairro que nasceu La Môme Piaff (1915 -1963), tendo sido confiada sua guarda, inicialmente à sua avó materna, notória alcoólica, e, posteriormente à sua avó paterna, dona de um bordel em Bernay, na Normandia. Passa sua adolescência cantando pelas ruas de Belleville, até ser descoberta, em 1935, pelo dono de um cabaret dos Champs Elysées que lhe deu este apelido, cujo significado é "pequeno pássaro".



            Após 1937, tornou-se uma grande vedete, mas a vida íntima da chanteuse tornou-se uma tragédia. Foi enterrada no Père Lachaise, pertinho de onde viveu e um pequeno museu existe, em sua homenagem, em Belleville.

Esta placa, no nº 72 da Rue de Belleville, indica, na realidade,
a casa onde viveu Edith Piaf, nascida no HospitalTenon,
             Falei em bairro de contrastes?  Saindo da Rua que tem o seu mesmo nome, na altura do número 68 e subindo a Rua Piaf, à direita, vamos encontrar um espaço verde magnífico, com uma bela vista de Paris - o Parc de Belleville.
Eu recomendo este passeio - nas proximidades, bons restaurantes.
Tudo extremamente  bem cuidado.
Com acesso ao Wi-Fi.

Os jardins são em terraços e o espaço, novo (20 anos), é muito agradável, apresentando decorações florais, constituindo-se num pulmão verde, de uma área muito populosa.  Descendo a escadaria, a partir deste ponto onde estou, chega-se a um parquinho de recreação.  Ao lado, as vinhas.



 
 Oops!  Até daqui de cima pode-se ver a Tour Eiffel?!?!

 
Acabara de registrar esta tranquilidade, quando pressenti que ia ser abordada por uns africanos que apareceram de repente, descendo o seguimento mais alto desta alameda.  Apressei-me a recolher meu casaco, a bolsa e o tripé, mas um deles chegou bem perto de mim, interpelando-me e querendo ver que foto eu tinha tirado (para constatar se ele e seus companheiros haviam sido enquadrados nela).  Nem um único passante por perto, ou, ao menos, o policiamento que sempre circula de bicicleta, em trinca.  Embora tenha gelado, disse que não entendia o que eles falavam, que não falava Francês e, sempre em Português, só para ganhar tempo, fui dizendo que tinha fotografado esta descida e gesticulava, mostrando que a máquina tinha sido direcionada para baixo.  Fui salva pelo gongo, quando ouvi um assobio e os caras desapareceram, em um segundo - era a polícia chegando.



Retornando ao ponto onde entrei, subindo um pouco mais, encontrei, no nº 27 da Rue Piaf, a Maison de l'Air, que procura sensibilisar crianças e adultos para a qualidade do ar, aravés de exposição atrativa e lúdica.

Ah, que vontade de me esdraiar na pelouse!




Fonte de apoio: Paris guides-bleus (Hachette Tourisme)

Iolanda Lopes de Abreu