Mostrando postagens com marcador Roteiros III. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Roteiros III. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de julho de 2026

27º dia - 27/07 - Strasbourg e Colmar

Hoje, um combo perfeito.  Fui para a região da Alsácia e conheci duas cidades fantásticas, na divisa com a Alemanha: Strasbourg (491km de  distância até Paris) e Colmar (551km de distância até Paris).  Ambas estavam entupidas de gente de todo o Mundo e quase aumentei meu vocabulário em alemão. rsrsrs.

Depois, postarei mais detalhes e colocarei fotos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Roteiro para Sete Dias - 7º dia

             Obs.:  O roteiro do 7º dia é, na realidade, o mesmo do 5º dia, no roteiro de 5 dias.

            Despertar às 7h, café da manhã às 7h 30min. e sair do hotel às 8h, deixando tudo pronto para, ao retornar ao hotel, tomar um banho rápido e fazer o check-out.  Pegar o M 4, no sentido Porte de Clignancourt, e saltar na estação Denfert Rochereau, para fazer a correspondência para a Linha Charles de Gaulle-Étoile/Nation do M 6 (verde clara), e saltar na Place d'Italie.  Embarcar no M5 (laranja), Linha Place d'Italie/Bobigny-Pablo Picasso, saltando na estação Gare d'Austerlitz.  Aí, estão vários pontos de interesse: o Museum Nationale d'Histoire Naturelle, o Jardin des Plantes e o Hopital Pitié de La Salpetrière.  Só uma fotinha da entrada deste último.
.
La Salpetriére, de não muito suaves recordações, mas as pessoas de coração imenso que ali conheci, Dra. Dagreou (falecida precocemente), Monsieur Phillipon, Monsieur Rivierez, Monsieu Didier (Médicos e Professores de mão cheia), Mme. Elisabeth (Infirmière) e demais  Colegas serão sempre lembradas com carinho.
           Seguir para o Quai Saint Bernard, quando encontrará, ao seu longo, entre ele e o rio, numa extensão de 600 metros do Jardin Tino Rossi, o Musée de La Sculpture en Plein Air, criado em 1980, com mais de 25 peças de escultores diversos.  Aí, você matará dois coelhos de uma cajadada só:  conhecerá este magnífico museu e curtirá o charme de uma caminhada, num belo espaço verde, ao longo do Rio Sena.  Especial momento para fotos.


E você ainda poderá dar uma relaxadinha, desdcansando à beira do Sena.


           Continuando, sair do espaço virando à esquerda, para pegar  o  metrô,  na estação Jussieu do M 10(verde limon), Linha Gare d'Austerlitz/Boulogne-Jean Jaurès, a fim de saltar na estação Duroc.  Aí, pegar o M 13 (azul clara), Linha Chàtillon Montrouge no sentido La Fourche, onde ela curiosamente se bifurca para a esquerda - Les Courtilles e para a direita - Saint Denis-Université.  Saltar na estação Varenne.  Encontrou algum lugar de interesse já seu conhecido?  Ah, o Duomo des Invalides!
            Caminhar para trás da saída da estação.  Olhe que interessante!  Um posto de gasolina self-service, em plena calçada?  Isto, turista nunca vê, e são muitos, espalhados pela cidade.

           Mais uns passos e estará chegando ao Musée Rodin - 79,  Rue de Varenne, perpendicular ao Bd.  des Invalides. 
Prédio principal de acesso ao Musée Rodin.  Não abre aos domingos.. 
Ingresso: €5,00 mais €1,00 para visitar os jardins (uma insignificância, pois todo o conjunto - esculturas e jardins - é uma espetáculo inenarrável.) 
Le Penseur

A Porta do Inferno

                                                                                             
Que dá vontade de passar a manhã toda aqui, dá.  Muito verde, uma agradável lanchonete, com mesas e cadeiras ao ar livre, banheiros limpos e espaço até não mais poder, para caminhar e refletir... 

          Ao sair do Museu, retornar à estação Varenne do M 13, no sentido La Fourche e saltar na Gare St. Lazare, para embarcar no M 3 (verde abacate), Linha Pont de Levallois-Bécon/Gallieni, no sentido desta última, e desembarcar na estação Opéra.
           Quer aproveitar para mais umas fotos?   Contornar a Opéra Garnier, pela esquerda, e alcançar as Galerias Lafayette (abertas das 9h 30min. às 20h, de lundi au samedi; até 21h, le jeudi), 40, Bd. Haussmann, porque eu sei que você ainda quer comprar muita coisa, mas, uma vez lá, não deixe de olhar para o alto, bem no setor dos perfumes, para apreciar a belíssima cúpula, de vitrais. 

         

 O Détax – O Détax nada mais é do que o reembolso de 12% (doze por cento) do valor total de suas compras, que lhe é feito, desde que tenha comprado acima de 170 euros, e cujo valor  poderá ser-lhe entregue   no   aeroporto (não aconselho - a fila, invariavelmente, é enorme e o serviço lento) ou depositado em sua conta bancária, se feito anteriormente, cumprindo todas as formalidades (apresentação de passaporte, prenchimento de documento especial para este fim etc.), numa loja onde tenha comprado.  As Galeries Lafayette têm um setor especialmente para este atendimento.
         
               Embarcar no M 7 (rosa), estação La Fayette, da Linha Villejuif-Louis Aragon/La Courneuve, no sentido desta última e saltar na estação Gare de l’Est, para fazer a conexão com o M 4 (roxa), da Linha Porte de Clignancourt/Porte d’Orleans, no sentido desta última, e saltar na estação Alésia.  Dar uma passadinha no Carrefour (bem próximo do hotel) e comprar o que você estiver imaginando em levar para casa (observados os limites de peso de bagagem).  Chegar ao hotel e retirar seus pertences do apartamento, fazendo o check-out.  Aguardar o transfer, no lobby, contabilizando o seu AMOR pela Cidade Luz.

Iolanda Lopes de Abreu

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Roteiro para Sete Dias - 6º dia (final)

           Saindo do prédio das Manufaturas, embarcar na mesma estação de chegada, Les Gobelins, do M 7 (rosa), linha Villejuif-Louis Aragon/La Courneuve, no sentido desta última, para desembarcar na estação Pont Neuf.  Você estará ao lado do Sena (vão umas fotos, deste ângulo?), no Quai Françoise Mitterrand, de frente para a última atração do dia.  Uh la la, compras em La Samaritaine!  São três as grandes Lojas de Departamentos, em Paris: La Samaritaine, Printemps e Galeries Lafayette.

           
            La Samaritaine lamentavelmente foi fechada em 2005, em virtude de implicações com as normas trabalhistas e, principalmente, por estar em desalinho com as normas anti-incêndio.  Dava pena ver aquele imenso centro comercial fechado, ele que tivera, nos idos de 1960, quando tudo funcionava de modo fantástico,  uma grande campanha publicitária, com o apelo "On trouve tout à la Lamaritaine".
             No momento, alguns espaços já recebem o público, enquanto as obras seguem em ritmo acelerado.  A grande área, ao longo da Rue de Rivoli, que está em plena revitalização, deverá, ao ser totalmente inaugurada, no ano de 2013, ter 25.000m2 destinados às lojas, mas contará também com escritórios, uma creche e um hotel. 


           O que a diferirá das demais Lojas de Departamentos, é que ela abrigará grandes nomes, como por exemplo, a Sephora, que já está funcionando a pleno vapor.   

           Encerradas as compras, caminhar até à estação Châtelet e embarcar no M4, no sentido Porte d'Orleans, para desembarcar na estação Alésia.  Chegando ao hotel, arrumar as malas, para amanhã, ao sair para o passeio, já estar com tudo adiantado para o check-out.  Bons sonhos.

Iolanda Lopes de Abreu

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Roteiro para Sete Dias - 6º dia (3ª parte)

           As crianças (os jovens) já tiveram um programa especial neste roteiro de sete dias, o chefe da intrèpida trupe, também, agora, uma atenção para a "Rainha do Lar" (Como é que eu disse?  Quem inventou esta aberração?  Só não faxinava, cozinhava do trivial ao fino, lavava, passava - três camisas sociais por dia, argh! - organizava tudo, era motorista de bacana, estudava junto, recepções au grand complet e ainda tinha tempo para fazer carinho, quem inventou este título ridículo?  Acuse-se!)  Vou corrigir-me.  Uma atenção para a Mulher Maravilha, Guereira, ou coisa que tal, porém maridão e filhos devem acompanhar neste programa cultural e artístico.  Vamos a uma famosa Escola (você sabia?) de Tapeçaria e Tingimento - Les Gobelins.
           Vamos aproveitar a nossa localização, voltar à estação Censier Daubenton e embarcar no M 7 (rosa), linha La Courneuve/Villejuif-Louis Aragon, no sentido desta última, para saltar na estação seguinte, Les Gobelins, ou, se as pernas aguentarem, caminhar (é  só uma estação de distância e curta), para realizar uma visita guiada à Manufacture Nationale des Gobelins, que terá início às 15h 30min.
            O desembarque do Métro dá-se em frente ao longo prédio das Manufaturas. (Ver localização, ao final da postagem).  42, Avenue des Gobelins.
             Logo à entrada do 1º andar do prédio principal, estão localizadas uma lojinha e a bilheteria.  Ao fundo, espaçosos banheiros.  Preço do ingresso: 11 euros, permitindo o acesso à Exposição nas grandes galerias do 1º e 2º andares do prédio principal e incluindo a visita guiada, que dura 1h 30min.
.



          
           A Administração Geral do Mobiliário Nacional e dos Fabricantes Nacionais de Tapeçarias inclui o Mobilier National, a Fábrica de Tapeçaria des Gobelins, a Fábrica de Beauvais (oficinas em Paris e Beauvais), a Fábrica de Sabão (oficinas localizadas em Paris e Lodève) assim como as Oficinas Nacionais de Rendas de Le Puy e Alençon.  
  

Guia que nos conduziu
(grupo de dez turistas)
 pelas dependências das Manufaturas
de Gobelins - idioma francês,  muito claro.





Grupo caminhando para a parte posterior,
onde há vários prédios, entre  eles,
aquele onde aprende-se muito
sobre os famosos Gobelins.
 
           Na realidade, La Manufacture National des Gobelins abriga  uma escola de tapeceiros.  Hoje, o termo gobelin se aplica a toda sorte de tapeçaria. Há um limite de idade para frequentar a escola: entre 6 anos e 23 anos.  Lamentavelmente, nada pode ser filmado ou fotografado, mas pesquisando, encontrei no Youtube um filme fantástico, onde você poderá ver um pouco daquilo que conhecemos, na condição de visitantes. Acesse: Les liciers de la Manufacture des Gobelins.  Muito legal.


São muitos prédios.  Sai-se de um complexo e entra-se noutro. 

Neste prédio, apreciamos o que você, se lhe causou interesse, acessou no filme do Youtube.


           Em 1662, Colbert decidiu fundar La Manufacture Royale des Meubles de La Couronne.  Ah, mas isto faz parte da história que contarei mais para a frente.  Destacarei alguns dados que anotei, porque são muitos detalhes.  Quanto à evolução das cores, para a confecção das tapeçarias, inicialmente, elas eram 12 e hoje são 28.000.  Nadica de nada, do que é produzido nas Manufaturas Gobelins, é comercializado.  Os ex-alunos, após saírem da Escola, têm a liberdade de criar suas tapeçarias e comercializá-las sob o nome de gobelins.  Os verdadeiros Gobelins são encomendados para palácios, catedrais etc.  A lã utilizada pelos tapeceiros vem da Nova Zelândia e da China.  A tissage vertical é feita com o uso dos dedos e a horizontal, com o uso de pedais das máquinas.  Uma vez pronta a tapeçaria, são apostos a data, a assinatura do artista e um símbolo.   S cortado por uma barra inclinada, significa que é uma Manufatura de Savonnier; G cortado por uma barra inclinada, significa que é uma Manufatura de Gobelin; MBN significa Manufatura Nacional de  Beauvais. 
           As tapeçarias têm um valor incomensurável, eis que você necessita, inicialmente, de um artista para esboçar o desenho e de um pintor para carregar, ampliando, este desenho para um grande painel, que tenha o tamanho da tapeçaria a ser criada.  É um trabalho, ao mesmo tempo duro, no sentido de ser meticuloso e lento (horas e horas de trabalho, para ver o resultado de um metro quadrado pronto), e delicado, na medida em que os artesãos vão desenvolvendo a idéia do artista, carregando-a com muita paciência, sensibilidade e amor ao trabalho, aliando tudo isto a uma acurada arte de observar detalhes, por menores que sejam, para a tapeçaria propriamente dita.  Fiquei encantada com a visita.  Guia falando somente em francês.

Iolanda Lopes de Abreu

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Roteiro para Sete Dias - 6º dia (2ª parte)

           Almoço em Roland Garros?  Se você estiver em lua-de-mel e o arrecadado "na gravata" puder suportar o ônus, vá lá, eu até incentivo, caso contrário, é um luxo desnecessário.  Então, vamos "do luxo ao lixo".  Brincadeirinha!  Você vai curtir de montão.  Embarcar no M 10, sentido Gare d'Austerlitz, para desembarcar na estação Jussieu (só destacando: estará percorrendo Paris, de oeste para leste, passando por 15 estações) e fazer a conexão, embarcando no M 7 (rosa), linha La Courneuve/Villejuif-Louis Aragon, no sentido desta última, saltando na estação Censier Daubenton -  para localizar-se: você estará perto da Sorbonne, do Panthéon, da Grande Mesquita de Paris, enfim, no 5º Arrondissement.   Hoje, é para todos os sentidos: não, não vamos ocupar espaço num restaurante, vamos comer aqui e ali, até dizermos parou, parou!!! Vamos começar por uma casa translumbrante que descobri (a fome faz destas coisas), caminhando,  a Sitia Traiteur Grec - 5, rue de Bazeilles..  Estes caras são gregos ou das Arábias? Experimentar o delicioso falafel que eles fazem, sem babar...  Humhhhhhhhhhhh!  Os doces (provar o de cabelo de anjo), uau!  Calma!  Nós estamos indo para a Rue Mouffetard, La Mouffe (clique, ao final da postagem, para ver o mapa), para os íntimos, e vamos comer, a rodo - ah os vinte quilos que perdi!  Cada vez que venho a Paris, ganho cinco, de tão distraída que sou.
            
Logo ao lado, um mar de frutas.  Na primavera , os morangos importados da Espanha (tamanho gigante) são inqualificáveis, de tão saborosos.  Pronto, já garantida a sobremesa light.  Nesta início de agosto, ainda encontramos deliciosas cerejas.

                      

Pronto, já estamos na Mouffe.   Um grande marché, com Patisseries, Cafès, Creperies, Chocolatiers, Charcuteries, lojas de roupas, lojas de alimentos de todas as espécies,  tudo em uma rua super estreita,  com pouco mais de 650m de comprimento, porém conhecidíssima e concorridíssima.


Aqui, por onde começamos,  é o final da Mouffetard.  Ela tem início na Place de la Contrescarpe.


 

           À noite, quando as lojas fecham, abrem-se os restaurantes.  E vamos que vamos... comer.

           


 Depois de passar pela imperdível L'Occitane en Provence (pode, você pode e deve comprar qualquer delícia perfumada) e pelos Chocolatiers Jeff de Bruges (imperdível - comprar, nem que seja uma barrinha de chocolate), Marionnaud e Renaissance, ao final desta ruazinha antiquíssima, de atmosfera incrível, onde o "congestionamento" de pedestres é inevitável, sentar-se para um cafezinho no Starbucks Cafè. 
         

Veja que riqueza de detalhes neste antigo sobrado!


Ficaria aqui o dia inteiro, mas...
           Retornar ao ponto incicial, na Square Saint Mèdard, onde está a Igreja  de Saint Mèdard.  Apreciar, se der sorte, uma banda de rua.  Mas, atenção:  este programa nunca deve ser agendado para segunda-feira.
Igreja de Saint Mèdiard

Queijos e

Vinhos (La Fontaine Aux Vins).  Vendam-me um guaraná!
Iolanda Lopes de Abreu

domingo, 31 de julho de 2011

Na área de Roland Garros - Curiosidade II

           Retornando pelo mesmo caminho de ida para Roland Garros, ao chegar ao final da Avenida, antes de atravessar a rua, dobrar à direita, na Avenue du Général Sarreier e caminhar uns 100m.  À sua direita você encontrará a entrada do Square des Poètes, aberto em 1954, em cujo prolongamento se encontra o Jardin des Serres d'Auteuil.
           Não perder a oportunidade de dar uma entradinha e aproveitar a paz e tranquilidade reinantes neste bem cuidado espaço, a Square des Poètes, onde os franceses rendem uma homenagem aos seus poetas. Entre frondosas árvores e arbustos, estão os jazigos de 48 deles, com as lápides, algumas com trechos de suas obras. Há também bustos de alguns deles.
Portão de acesso ao Square dès Poétes



           


Oportunamente, falarei sobre o Jardin des Serres, haja vista o tempo, neste roteiro de sete dias, não permitir uma visita a ele.

            

















Retornar ao M 10, estação Porte d'Auteuil.





Iolanda Lopes de Abreu


sábado, 30 de julho de 2011

Na área de Roland Garros - Curiosidade I

          Você, na metade do seu tour em Paris, resolve, de repente, ir até   Roland   Garros, e  ainda cheio(a) de gás, depois de uma boa caminhada por uma avenida onde só passam carrões em alta velocidade, descobre, ao chegar lá (12h 30min.), na bilheteria, que, a próxima visita guiada somente será relizada às 14h.  Faminto(a), olha em volta e constata que só há daquelas indefectíveis geladeiras com refrigerantes e água mineral.  Qual a sua reação?
1ª      Bate  em retirada, pensando: "Fica para outra oportunidade."?
2ª      Abre a geladeira e retira tudo o que imagina bebível para matar sua dobradinha fome/sede?
3ª      Dá um acesso típico de brasileiro e começa a esbravejar, especulando sobre o 1º Mundo, aduzindo que no Brasil teria carrocinha de cachorro quente, acarajé, churrasquinho, mate, de tudo um muito, na porta?
4ª      Toma logo uma atitude e puxa um sanduba da mochila e, mesmo reclamando do preço, compra uma coca-cola e se esparrama pelo chão para fazer seu pique-nicque, no estilo "eu tô pagando"?  (Vi três brasileiros que pularam en cima desta opção).
5ª      Não perde a pose e pergunta:  "Há um Restaurante por aqui?"
            Pois é, né, abusada que sou, muito estilosa, escolhi a última assertiva.  Pior é que havia.  E, ao lado de onde eu me encontrava.  Fui entrando pela lateral, porque o manobrista de carros, de luvas, logo perguntou-me se eu tinha reserva, se era só eu...  Disse-lhe que queria só fotografar o local.
           Quando cheguei ao ponto onde poderia visualizar o espaço do Restaurante, que era ao ar livre, apesar de toda a minha desenvoltura, fiquei embasbacada. Senti-me um arco-iris, passando por todas as cores, num segundo. À minha esquerda, um grupo de umas quinze pessoas, as mulheres de longo, confraternizava em torno de uma mesa, num coquetel chiquerésimo.
            Lancei um olhar "quero ver de tudo" pelas mesas, procurando um pessoal à caráter, ou seja, uniformes de tenistas, raquetes, mas, nada... Verifiquei que quase todos já estavam almoçando (gente sem graça, esses franceses, vivem pensando que a comida vai acabar e almoçam e jantam cedo), mas alguns bebericavam coquetéis.  Neste exato momento, lembrei-me que eu deveria ter, no máximo, 40 euros na bolsa (já tinha adquirido meu ingresso para a visita a RG), porque após ter perdido o dinheiro e ter recebido um reforço do Brasil,  conforme já relatei, passei a circular portando uma cota diária de 50 euros, o que já era um excesso, pois quase todos os ingressos de que precisaria já estavam comprados e uso o Navigo.
            Respirei fundo e saí calmamente circulando entre as mesas, até chegar numa de dois lugares, coberta por um simpático ombrelone ("Eu hein, eu não vou perder a pose.  Já cheguei aqui!  Posso pedir uma coca-cola e uma pétillant.  É só fazer um carão de quem está no controle.  Confiança, menina!  You can!").  O garçon veio solícito, pefuntar se eu queria almoçar.  Oui, oui, monsieur.  Entregou-me um elegante menu e eu, ao abri-lo, quase tive um acesso de tosse tipo pré-infarto.  Prato A, 86 euros, prato B...
            Meus olhos escorregaram para o último prato da relação (da relação de pratos quentes, óbvio, porque eu "não gosto de entrada", quando ela não está incluída).  Ah, ali estava o que havia de melhor, sem dúvida.  Não, ainda não tinha lido o que seria não, mas era a especialidade da casa, mais barata, e cabia na minha reserva monetária: 25 euros.  Depois, interessei-me pelo que trariam para eu comer, de lamber os beiços: porc au  caramel avec légumes.  Mon Dieu de la France!  Superbe, merveilleuse!  Olhei para a mesa ao lado e uma moçoila bebia uma coca-cola.  Imaginei, mais 5 euros, depois eu dou 10% de gruja!  Feito, tornei-me merecedora de uma cestinha de deliciosos pãezinhos (couvert - free) e a sempre presente garrafa de água natural gelada.  Não me fiz de rogada.  Pedi bastante gelo e fingi ler o Guide Vert - de vez em quando, levantava os olhos para ver o que estava rolando no meu entorno.
           Não demorou muito e veio o meu pedido.  Lindo, digno do Restaurante Le Roland Garros, estabelecimento recomendado pelo Best Restaurants Paris (ah, Iolanda, sonhar não custa nada - você é uma figuraça), porém não me trouxeram a lupa, para ver o que comeria, de tão insignificante.  Chamei insistentemente o garçon para fotografar-me com o déjeneur (déjeneur é o café da manhã do Ibis, aquilo ali era o petit dèjeuner) à minha frente, mas ele se esquivou o quanto pôde para não fazer o que eu pedia, então, só restou-me uma solução: fotografei o lauto almoço (R$78,21 - refeição + coca-cola + gruja)), para vocês pensarem bem antes de se arriscarem.
            
Mignon de porc cortado em fatias, com fios de caramelo e uma tijelinha (tipo Pathé Sadia)
com uma vagem, três tomatinhos e uma mini couve-flor).
Para acompanhar, a coca-cola que pedi, era de apenas 25cl (4,20 euros), que só utilizei como sobremesa.
Pedi a conta e, então, todo solícito, após receber a gorjeta, o garçon perguntou-me: quer que a fotografe? 

      
Iolanda Lopes de Abreu

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Roteiro para Sete Dias - 6º dia (1ª parte)

         Ontem, um dia inteiro para as crianças/os jovens, pour toute la famille, e o de hoje, na parte da manhã, para o chefe da família (e todos os que curtem tênis, este belíssimo esporte), que está bancando toda a intrépida trupe.  Vamos a Roland Garros (aqui, falamos Garrô, lá, lê-se Gárros).
          Despertar às 8h, café da manhã às 8h 30min. e saída do hotel às 9h.  Ufa, hoje deu para descansar um pouquinho mais!  Embarcar na estação Alésia - M 4, direção de Porte de Clignancourt e desembarcar na estação Odéon, para fazer a conexão com o M 10 (verde abacate), Linha Gare d'Austerlitz/Boulogne- Porte de Saint-Cloud, que tem uma bifurcação, bem próxima ao Stade Roland Garros - 2 Avenue Gordon Bennett - no 16º Arr.: para Michel-Ange Molitor e para Michel-Ange Auteuil.  Desembarcar na estação Porte d'Auteuil. 
Foto de Roland Garros, no túnel do Métro, na Estação Porte d'Auteuil e breve histórico.
          Caminhar pelo Bd. d'Auteuil, cerca de 1km e entrar à esquerda, na Avenue Gordon Bennett . Há placas indicativas.  Cruzando o portão principal, à direita, fica a boutique, onde você poderá comprar uma camiseta ou boné de RG, e, à esquerda, fica a recepção, onde são vendidos os tickets.
           No complexo de Roland Garros está o Musée de la Fédération Françoise de Tennis que vem a ser o primeiro museu multimídia de tênis, também chamado de Tenniseum.

           O ingresso para a visita guiada custa 10 euros e, sem esta, não vale a pena a ida até lá, porque somente tem-se acesso à boutique ou ao Museu, se este estiver funcionando.  Esta visita, que dura 1h 30min., é fantástica. 

Corredor Interno
Parte da Sala de Imprensa

 

          Você tem acesso aos vestiários, às salas de praparação e condicionamento físico, aos refeitórios, às salas de exames anti-doping, às salas de estar, ao salão de lockers, às salas de entrevistas dos tenistas vencedores, vê através de janelas de vidro, as salas de imprensa e, o que é muito legal, tem acesso aos murais onde estão os retratos e as assinaturas dos grandes astros do tênis mundial  - é a maior alegria ver a carinha do Guga, com sua assinatura.  Isto tudo para não falar das quadras de tênis que, como você sabe, são de saibro e as segundas mais famosas do mundo.  As primeiras são as de Wimblendom.


Sala com lockers

Sala Anti-doping








O simpático Guga, quando de sua vitória em 2008.



Uma sensação legal, pisar numa das pistas de saibro, este elemento que faz o tênis ser tão pesado, aqui em Roland Garros.

           Ao sair de Roland Garros, fazer o caminho feito para a vinda, no sentido contrário, até à esquina da Avenue du Géneral Sarreir.

Iolanda Lopes de Abreu