Acordei às 7h e corri para a "cozinha das delícias". Eu acho que o café da manhã tem sido a maior e melhor atração do dia. Ou seria o lanche do anoitecer? Sei não. Penso que já engordei uns dois quilos. Vou dar uma paradinha aqui, porque lembrei-me de ter comprado um pote de sorvete de pistache, que ficou me esperando, no congelador. Volto já.
Hummm, estava uma delícia, Blogando agora, para ficar em dia com as notícias, conforme anunciei. Estou saindo de casa, são 11h, 6h no Brasil e a temperatura é de 32º.
...
Embarquei no Mètro Marie de Montreuil, que me conduziu, sem necessidade de conexão, ao Trocadero. Esta acomodação em Mon-treuil é perfeita. Quando embarco no início/final da linha, não preciso dizer, que vou confortavelmente sentada. Mas, o melhor mesmo, devo salientar, é que no nível da Praça Marie de Montreuil, entro sempre no elevador (não sou obrigada a descer incontáveis degraus de escada) e chego ao sous-sol, onde embarco em outro elevador, para acessar o veículo. Très facile, d'accord?
Então, uma das vantagens do M9, que serve a Marie de Montreuil, chegar direto no lugar de melhor visão da Torre Eiffel.
Desembarquei e, ainda caminhando pelos longos corredores do metrô, encontrei uma barraca de frutas com uma quantidade enorme de belas cerejas (comprei meio quilo - 5,50 euros) e saí fotogra-fando: Bem de frente para a torre, avista-se a estátua de Foch (General francês. Foi o Comandante em Chefe das forças aliadas no fronte Oeste durante a Primeira Guerra Mundial). Antes de subir os poucos degraus, entre o Museu da Arquitetura e dos Monumentos e o Museu do Homem, existe, agora, um ponto de água potável e aspersor de bruma. Ah, esquecia-me de dizer que, antes de sair da estação do Métro, sentido Trocadero, bem em frente à escada rolante, existe agora um banheiro bem montado, com entrada paga (2 euros). Achei ótima esta inovação. Já passei um aperto ali, sem toilette, num 31 de dezembro. Ufa!!!
Entre as trocentas pessoas tentando obter a melhor foto da torre, estava eu preparando-me para uma selfie, quando apareceu um dos incontáveis nigerianos, vendedores ambulantes de miniaturas da famosa torre, que se ofereceu para fotografar-me. Dei a ele 1 euro e ele ficou agradecidíssimo. Em troca, fotos ótimas, que eu não conseguiria tirar, porque fazer selfie é um saco.
Fui descendo sem pressa, em direção ao Aquarium de Paris, atração que nunca perco. Preços de entrada: 27,50 euros ou 24,50 euros (reduzido, para os de mais de 60 anos). Venho sempre aqui. Excelentes informações sobre a vida marinha, filmes em ambientes confortáveis, áudio visual fantástico, ar condicionado em todos os ambientes e bons banheiros. Minha praia. Permaneci ali, por uma hora e meia.
Retornei ao Métro-Trocadero e embarquei no M6, sentido Nation, indo até Place d'Italie, trocando para o M7, direção La Courneuve, com o fim de saltar na Place Monge, para visitar Madame B. Mas, lá chegando, ... "Iolanda, cadê o endereço da Beatriz?" Deixara em casa. Lógico que eu sabia chegar ao nº 84, da Rue Monge, onde ela mora, mas em Paris, você tem que saber o código da abertura da porta principal e o código do apartamento, para eventualmente interfonar (os prédios não têm porteiro) e, quase sempre, são dois "bâtiments" a acessar. Voltar em casa, jamais. E eu portava um saco de castanhas de caju da terrinha, para a minha Amiga, filha do Dr. Carlucio Andrade, meu ex-oftalmologista, já falecido. O número do telefone dela, ainda bem, estava registrado no meu celular, mas, e o wi-fi que cai assim que saio do prédio?
Não titubeei. Entrei no comércio existente ao lado e pedi ao atendente, um africano super simpático que telefonasse para ela. Ele gentilmente assim o fêz e me colocou em contato com Mme. B. Eitcha! Finalmente, nos encontramos e papeamos. Ela havia feito duas cirurgias num joelho e uma, no outro e está enorme de gorda. Entre outros inúmeros assuntos, fiquei sabendo que sua moto fora roubada e ela não comprara outra.
Não me demorei mais do que uma hora. Saindo de lá, passei no africano que me ajudara e tirei um punhado de cerejas da sacola e dei a ele, que repetiu, por diversas vezes, merci, merci, merci, todo sorridente. Pois é, gentileza gera gentileza.
Atravessei a rua e entrei num Franprix, para comprar Perrier gasosa, a fim de repor a da dona do apartamento, que eu usara, ontem à noi-te. Voltei para a estação do metrô e, usando o M7, ainda no sentido La Courneuve, desembarquei na estação Chaussée d'Antin La Fayette, para embarcar no M9 e chegar em casa, às 18h15min - temperatura 32º.
Banho, comer, comer e blogar. A demain.
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